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Comportamento

Você é a medida das cinco pessoas com as quais mais convive: Jim Rohn e a pandemia

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Você é a medida das cinco pessoas com as quais mais convive: Jim Rohn e a pandemia

Há uns anos uma célebre frase de Jim Rohn, empreendedor e palestrante norte-americano, vive sondando meus pensamentos: _Você é a média das cinco pessoas com as quais mais convive.

Não sei se há estudos científicos que comprovem essa afirmativa… Mas ela me parece tão verdadeira quando penso em como somos vulneráveis ao mau humor do outro ou privilegiados pela alegria contagiante de uma pessoa feliz.

Nestes períodos de isolamento, nossos convívios estão impactados não só pelo afastamento físico necessário, mas pelo que passamos a consumir mais ainda: as informações digitais. E, aqui, não me refiro aos encontros de família pelo Zoom nem pelos desabafos feitos aos amigos pelo WhatsApp

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Há uns anos uma célebre frase de Jim Rohn, empreendedor e palestrante norte-americano, vive sondando meus pensamentos: _Você é a média das cinco pessoas com as quais mais convive. Não sei se há estudos científicos que comprovem essa afirmativa… Mas ela me parece tão verdadeira quando penso em como somos vulneráveis ao mau humor do outro ou privilegiados pela alegria contagiante de uma pessoa feliz. Nestes períodos de isolamento, nossos convívios estão impactados não só pelo afastamento físico necessário, mas pelo que passamos a consumir mais ainda: as informações digitais. E, aqui, não me refiro aos encontros de família pelo Zoom nem pelos desabafos feitos aos amigos pelo WhatsApp. Consumimos mais blogs, mais Instagram, mais Telegram, mais WhatsApp, mais Podcast… O volume de informações e da oferta de entretenimento é monstruoso. Algumas pautas chegam a nos intoxicar, outras a nos indignar, mas poucas se comprometem a nos tocar. Como também sou surfista nesse mar revolto de informações e ofertas, sei como é difícil selecioná-las e confiar no que se lê. O bombardeio é incessante e dispersante. Há dias que resolvemos abandonar tudo, remar com a maré do descompromisso e dar vez ao “inútil”: posts, vídeos cômicos, papos tolos em grupos de amigos. E, muitas vezes, o mais difícil é compreender que é preciso se afastar, desconectar-se do mundo digital para se conectar ao mundo real, nos dar de presente o presente com nós mesmos. Esse contexto nos impacta mais do que a gente se apercebe. Vai muito além de nos intoxicar ou de nos entreter. E se o que somos também inclui a média do que mais consumimos na Internet?! Apesar de todo o meu academicismo, atrevo-me a dizer que sim! Tudo isso é capaz de nos moldar como pessoas, profissionais, pais, mães, amigos… E nós compomos a média das cinco pessoas com as quais mais convivemos… (continua nos comentários)

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Consumimos mais blogs, mais Instagram, mais Telegram, mais WhatsApp, mais Podcast

O volume de informações e da oferta de entretenimento é monstruoso. Algumas pautas chegam a nos intoxicar, outras a nos indignar, mas poucas se comprometem a nos tocar. Como também sou surfista nesse mar revolto de informações e ofertas, sei como é difícil selecioná-las e confiar no que se lê. O bombardeio é incessante e dispersante. Há dias que resolvemos abandonar tudo, remar com a maré do descompromisso e dar vez ao “inútil”: posts, vídeos cômicos, papos tolos em grupos de amigos. E, muitas vezes, o mais difícil é compreender que é preciso se afastar, desconectar-se do mundo digital para se conectar ao mundo real, nos dar de presente o presente com nós mesmos.

Esse contexto nos impacta mais do que a gente se apercebe. Vai muito além de nos intoxicar ou de nos entreter. E se o que somos também inclui a média do que mais consumimos na Internet?!  Apesar de todo o meu academicismo, atrevo-me a dizer que sim! Tudo isso é capaz de nos moldar como pessoas, profissionais, pais, mães, amigos…  E nós compomos a média das cinco pessoas com as quais mais convivemos… O que você deseja para essas pessoas? O que consumimos hoje impacta no nosso amanhã. O que você deseja para o seu futuro? O que consumimos hoje determina onde chegaremos? Onde você quer chegar?

Bom. Eu te desejo para esta semana boas leituras, sabedoria e perspicácia para surfar no mar revolto de informações digitais, além de verdadeiros encontros com você mesmo.

Ana Melo Silveira, doutoranda em Direito Privado pela PUC/MG. Consultoria e mentoria em pesquisa e escrita

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